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Comercio Eletrônico no Brasil

Comércio eletrônico cresce a passos largos

Com dez milhões de novos consumidores em 2013 – especialmente mulheres e pessoas com mais de 50 anos, das classes C e D -, e-commerce projeta crescimento de 27% neste ano

Impulsionado pela entrada de dez milhões de novos consumidores online, o comércio eletrônico no Brasil deu um salto de 29% em 2013, na comparação com o ano anterior, totalizando um faturamento de R$ 31,1 bilhões. Entre os motores deste crescimento explosivo estão as mulheres e os internautas com mais de 50 anos, principalmente das classes C e D, segundo indica levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

“A penetração da internet no país está em torno de 50%. Nos próximos três anos deve chegar a 60%, 70%, o que representaria a entrada de até 40 milhões de novos consumidores no e-commerce”, estima Mauricio Salvador, presidente da ABComm. No ano passado, 53 milhões de brasileiros fizeram compras pela internet.

O estudo indica que, além dos eletrônicos, produtos de informática e eletrodomésticos, os artigos de moda e acessórios e de saúde e beleza puxaram as vendas. Em 2009, as categorias de moda e beleza ocupavam, respectivamente, a 15ª e a 16ª posições no ranking de vendas online. A mudança gradual no perfil do e-consumidor brasileiro catapultou para o primeiro lugar os produtos de moda e acessórios, em 2013. Saúde e beleza ocuparam no ano passado a terceira posição no pódio.

Outro fator decisivo para a expansão no ano passado foi a fidelização dos consumidores pelo canal de vendas via internet. “O mercado está amadurecendo e o aumento da confiança do cliente se reflete em mais compras, numa maior abertura de mercado”, explica Thoran Rodrigues, sócio-fundador da BigData Corp, empresa especializada na análise de dados na web. A pesquisa da ABComm mostra que, no grupo de consumidores fidelizados de mais alta renda, o ticket médio das compras varia entre R$ 700 e R$ 800, abrangendo com frequência produtos eletro-eletrônicos e eletrodomésticos. “A internet se firmou na mente do consumidor como o local mais barato para se comprar”, argumenta Salvador, da ABComm.

A estimativa da associação para este ano é de uma expansão de 27% em relação a 2013. Com esta taxa de crescimento, o segmento deverá movimentar R$ 39,5 bilhões em 2014. O crescimento vigoroso projetado para este ano está calcado principalmente na popularização dos smartphones, além da entrada de novos players no mercado. A pesquisa indica que 15% das lojas virtuais foram visitadas por meio de dispositivos móveis, enquanto 10% das compras no ano passado foram realizadas por meio deste tipo de aparelho. Com relação aos novos entrantes, o presidente da ABComm lembra que alguns grupos de varejo fortes regionalmente — especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul — ainda não contam com operações estruturadas na internet. São empresas com faturamento na casa de R$ 300 milhões.

Fonte: Redação e-Commerce Brasil

Comercio Eletrônico no Brasil

Comércio Eletrônico 2013: bons motivos para ser otimista em 2014

Em 2013, o comércio eletrônico brasileiro surpreendeu até os mais otimistas. De acordo com levantamento da E-bit, o setor faturou R$ 28,8 bilhões durante o ano, atingindo um crescimento nominal de 28%, em relação a 2012. Os números ficaram acima do esperado. A previsão era de que o e-commerce crescesse 25%. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado positivo, um, em especial, revela uma tendência para 2014: o mobile commerce (m-commerce).

A oferta de modelos mais simples de smartphones e a popularização da banda larga móvel fizeram com que muitas pessoas das classes C e D, que não tinham acesso à rede, se tornassem internautas e, em muitos casos, consumidoras online. É fato que ainda temos poucas lojas preparadas para explorar os recursos da mobilidade, mas, esse ano, veremos muitos varejistas direcionando esforços para o m-commerce, segmento que já corresponde a cerca de 4% das compras virtuais.

Outro fator de peso para o sucesso do varejo digital em 2013 foi a Black Friday. A ação, no dia 29 de novembro, movimentou R$ 770 milhões para o setor, quebrando todos os recordes de faturamento em um único dia. Além disso, influenciou também no período de vendas natalinas, compreendido entre 15 de novembro e 24 de dezembro. O Natal, principal data sazonal para o e-commerce, registrou crescimento de 41%, se comparado ao ano anterior, gerando um faturamento de R$ 4,3 bilhões. Resultado que também superou as expectativas, já que, inicialmente, esperávamos um montante de R$ 3,85 bilhões.

Para 2014, as previsões são positivas, porém, a taxa de crescimento nominal deve ser um pouco menor. Tudo indica que ao final desse ano, o comércio eletrônico alcance um faturamento próximo a R$ 35 bilhões, ou seja, 20% a mais que em 2013. Isso, porque temos mais desafios pela frente. Carnaval tardio, Copa do Mundo, maior quantidade de feriados prolongados, eleições no segundo semestre e a própria desaceleração da economia, são alguns dos obstáculos.

“Moda & Acessórios” deve continuar entre as categorias mais vendidas, mas, em virtude dos jogos, a procura por televisores de grandes proporções com tela fina deve alavancar, além é claro, dos artigos esportivos.

As perspectivas para 2014 são boas e, depois de 2013, fica a torcida para sermos surpreendidos positivamente mais uma vez, com números acima dos previstos. Há razões para ser otimista, apesar de todos os desafios. O ano está só começando!

Fonte: Pedro Guasti